Educação em Engenharia de Produção: Novas maneiras de ensinar

            É comum nas engenharias o aprendizado passivo seja predominante como forma de transmitir o conhecimento, entretanto, quais são os métodos experimentados por instituições para aprimorar a forma de construir o conhecimento? Vamos ver alguns exemplos
            Uma dos casos de inovação vem da revista Informs, em que se propõe a utilização de jogos para o ensino da pesquisa operacional. A ideia se sustenta em facilitar o conhecimento através de jogos de tabuleiro, auxiliando o processo de visualização de problemas, de forma que o aprendizado flua de forma agradável aos alunos. Além disso, a forma diferente de abordagem ainda serviu para aumentar a criatividade dos alunos.
            Outro método muito utilizado é o PBL, problem-based learning – diferentemente da forma tradicional de ensino, chamada de aprendizado passivo, o PBL é uma metodologia para o conhecimento de forma ativa – através de atividades práticas e resolução de problemas. Cabe aqui, comentar que o PBL já é utilizado nas universidades, como no caso da UFSCar Sorocaba, em que o método já foi aplicado em disciplinas como Química Orgânica.
Neste caso em específico, os alunos foram divididos em grupos e desafiados a construir um destilador solar, para aproveitando a energia incidente disponível para um processo de grande interesse, como a purificação da água. Nesta atividade, conhecimentos necessários para a construção do destilador, como por exemplo, o que é o processo físico de  destilação, seriam adquiridos conforme o projeto fosse desenvolvido.

Por último fica o exemplo da 42, universidade da Califórnia que não dispõe de nenhum professor ou livro – alunos podem escolher projetos, trabalhando em grupos em salas amplas, sendo avaliados aleatoriamente por algum de seus colegas. Durante a formação, o aluno passará por níveis, e se forma ao atingir o nível 21, que leva de 3 a 5 anos – o método, chamado também de aprendizado colaborativo, almeja que os estudantes desenvolvam a confiança necessária para buscar soluções de forma autônoma, incentivando a criatividade e o trabalho em grupo.

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