O que será que os alunos de Eng. de Produção acham do curso na UFSCar Sorocaba?

Em busca de reunir mais informações a respeito do curso ofertado pela UFSCar Sorocaba realizou-se uma pequena pesquisa com os graduandos do curso de engenharia de produção. A pesquisa teve como finalidade entender o que os alunos sentem quanto a estrutura campus (e do curso), quanto aos professores e disciplinas, entidades estudantis, projetos de pesquisa e outros.

A pesquisa foi realizada por meio de redes sociais, porém não houveram muitas respostas, apenas 14 pessoas responderam às perguntas. As perguntas foram de respostas abertas, dando margem para respostas amplas e subjetivas, porém importante para analisar quais são os sentimentos dos graduandos em relação ao curso.

Primeiramente foi perguntado qual o sentimento em relação ao curso (se está gostando ou não, se era realmente o que esperava ou se indicaria o curso para outras pessoas). As respostas para esta pergunta foram bastante variadas, sendo que apresenta uma carga bastante subjetiva. Algumas pessoas responderam que no início do curso gostavam mais do que em relação aos últimos anos, o relato é pautado pelo argumento de que sente que “as matérias e os professores são pouco interessantes e muito desmotivadores”. Já outras pessoas relataram estarem gostando mais do curso a partir do terceiro ano pois a quantidade de matérias básicas diminuem significativamente, assim tem-se mais contato com o que de fato será utilizado no mercado de trabalho.

A maior parte das respostas foram favoráveis ao curso, dizendo que indicariam para outras pessoas fazerem, mesmo que ainda apresente problemas a serem resolvidos.

Um ponto positivo que foi relatado inúmeras vezes (11/14) é a relação entre professor e aluno, visto que o campus é pequeno, fazendo com que todos se conheçam e tenham muito contato com todos os professores, facilitando a realização de projetos de pesquisa e estreitando laços, além de contribuir para a formação de melhores relações interpessoais.

Os problemas estruturais do campus foram bastante relatados, seguidos dos relatos de pouca representatividade estudantil frente aos órgãos administrativos. Tais problemas não são específicos da Produção, mas sim de todos os cursos e do campus como um todo, entretanto alguns alunos citaram problemas com professores como grande nível hierárquico entre aluno e professor, dando pouca voz aos alunos e tornando os professores muitas vezes intransigentes e arrogantes.

O problema relatado em 86% dos casos, é o fato de o curso ser muito teórico e durante a graduação os alunos pouco praticarem os conceitos abordados em sala de aula de forma real (que por sinal é muito diferente na prática) e do pouco tempo que sobra para atividades extracurriculares, uma vez que o curso integral consome uma parte muito grande do tempo. A falta de tempo é relatada tanto para a realização de atividades extracurriculares como entidades estudantis, programas de extensão e pesquisa, aprimoramento intelectual e cultual quanto para a aplicação dos conceitos na pratica como a realização de estágio, acompanhamento de empresas ou mesmo para a realização de trabalhos exigidos que muitas vezes necessitam de visitas ou outras coisas que dependem do horário comercial e como o curso é integral ocupando quase por completo este período se torna complicado conciliar a vida acadêmica com atividades práticas.

Em resumo as respostas foram de que os graduandos se identificam com o curso e gostam da universidade mesmo com muitos problemas. Os pontos fortes são as entidades estudantis, proximidade com professores, corpo docente capacitado e a localização da universidade, uma vez que se encontra em um polo industrial muito forte no Brasil. Já os pontos negativos foram a baixa quantidade de aulas práticas, didática e metodologia dos professores exaustivas e pouco atualizadas, carga horária muito alta, sobrando pouco tempo para outras atividades e infraestrutura do campus.

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