UFSCar Sorocaba VS. Unicamp: uma visão geral de diferenças e semelhanças no curso de Engenharia de Produção

Nesta postagem iremos explorar as diferenças e similaridades entre os cursos de Engenharia de Produção da UFSCar Sorocaba e da Unicamp.

A primeira característica em comum é que os cursos são ofertados em cidades diferentes daquelas que dão nome às respectivas universidades. O curso de engenharia de produção ofertado pela Unicamp, ao contrário do que muitos podem imaginar não é ofertado na cidade de Campinas, mas sim na cidade de Limeira. A UFSCar apesar de possuir o nome de Universidade Federal de São Carlos, porém possui campi em outras cidades sendo Sorocaba uma delas, no qual também é ofertado o curso de Engenharia de Produção.

Os dados analisados foram retirados do projeto pedagógico – matriz curricular - de ambos cursos, podendo não condizer plenamente com a realidade das universidades, entretanto é uma idealização do que as universidades buscam.

Outra característica que pode ser apontada é que a carga horária máxima semestral da Unicamp é de 32 horas, enquanto em Sorocaba a máximo permitido de horas são 40 horas semestrais. Tal característica pode indicar maior disponibilidade dos alunos para atividades extracurriculares na universidade localizada em Limeira.

A fundação da FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas, nome do campus da Unicamp) foi em 2009 com os cursos de Engenharia de Produção e Engenharia de Manufatura. O campus Sorocaba foi fundado em 2008, porém o curso teve início em 2006 utilizando o prédio de outra faculdade da cidade. Desta forma pode-se considerar que são cursos relativamente novos e com pouca tradição no cenário brasileiro.

No projeto pedagógico dos dois cursos o perfil esperado do egresso é que o Engenheiro de Produção tenha capacidade de otimizar processos, capaz de chegar na raiz do problema, conciliar conceitos matemáticos, científicos e de recursos humanos, porém o ponto que é mais pulsante é o fato de que o profissional deve ser capaz de intermediar o chão de fábrica com a parte administrativa da empresa, afim de ser o interlocutor entre as áreas, mostrando assim, que independente da universidade o que se espera do egresso é um mesmo perfil profissional.

A matriz curricular da Unicamp prevê que o ciclo básico compreenda 1650 horas, num total de 11 créditos, contendo matérias como cálculo, física, química, mecânica e outros, correspondendo a quase 42% de toda a carga horária do curso. Na UFSCar Sorocaba o ciclo básico prevê uma carga horária de 1230 horas, distribuídas em 82 créditos, que corresponde a pouco mais de 30% de toda a carga horária do curso.

As principais diferenças no ciclo básico estão relacionadas as disciplinas de cálculo, que na Unicamp são ofertadas em 6 créditos e na UFSCar Sorocaba em 4 créditos. Algumas particularidades da Unicamp são as disciplinas de iniciação científica (duas matérias de 2 créditos), sociedade e ambiente (4 créditos), sociedade e cultura no mundo contemporâneo (4 créditos) e matemática financeira (4 créditos). De modo geral pode-se verificar que o curso de Limeira apresenta mais matérias ligadas às humanidades que o curso de Sorocaba.

Para as disciplinas profissionalizantes e conteúdos específicos a Unicamp possui 1800 horas de carga horária, distribuídos em 120 créditos, sendo 90 de profissionalizantes e 30 específicos. Já em Sorocaba são ofertados 158 créditos em 2370 horas de carga horária de curso profissionalizante e específico.

Uma das características mais marcantes em relação as grades horárias é que a Unicamp apresenta poucas matérias relacionadas a área de finanças, com apenas 6 créditos totais (2 de matemática financeira e 4 de análise de custos). Já o curso da UFSCar Sorocaba apresenta 14 créditos totais em relação a esta área de conhecimento (2 de contabilidade básica, 2 de custos gerenciais, 3 de avaliação de investimentos, 4 de desenvolvimento de plano de negócios e 3 de finanças corporativas.). Além destas diferenças tem também o fato da UFSCar Sorocaba ofertar 3 disciplinas de práticas de engenharia de produção, permitindo maior proximidade prática com a profissão que a outra universidade.

Desta forma pode-se verificar que existem diferenças marcantes quanto as ementas e matrizes curriculares, com a Unicamp apresentando maior quantidade de cargas horárias dedicadas ao ciclo básico e humanidades, já a UFSCar Sorocaba tem maior foco em matérias específicas e profissionalizantes e grande quantidade de carga horária relativa a área financeira, sendo um diferencial para os egressos que pretendem trabalhar com mercado financeiro.

Para mais informações sobre as matrizes curriculares acesse os links abaixo:
Projeto Pedagógico UFSCar Sorocaba
Projeto Pedagógico Unicamp

UFSCar Sorocaba vs. UFSCar São Carlos: uma visão geral de diferenças e semelhanças no curso de Engenharia de Produção

Nesse post iremos discutir alguma singelas diferenças entre o curso de engenharia de produção em dois campus da própria UFSCar, um localizado na cidade de São Carlos e outro na cidade de Sorocaba.

O campus de São Carlos deu início ao curso de engenharia de produção em 1976, que antes eram divididos em produção química e produção materiais. Apesar de hoje já ser um curso de engenharia de produção “puro”, ainda carrega traços de seu passado, o que acarretará provavelmente nas diferenças do curso ministrado em Sorocaba, que é um curso mais novo e não possui predecessor além da engenharia de produção “pura”.

Comparando as grades curriculares da engenharia de produção de Sorocaba e da engenharia de produção de São Carlos é possível perceber uma certa distinção, mesmo se tratando da mesma rede de universidade. O curso de São Carlos aprofunda mais em quesitos de materiais e de mecânica, contando com 14 créditos com foco em materiais, enquanto no curso ministrado em Sorocaba existe a possibilidade de escolha entre a linha de materiais ou a linha florestal, e mesmo se escolhido a linha de materiais apresentam apenas 12 créditos, 2 créditos a menos que em São Carlos.
Outra diferença percebida é o maior enfoque que Sorocaba dá para matérias da linha de finanças, contando com 14 créditos nessa linha, enquanto São Carlos apresenta apenas 10 créditos.

Além disso, percebemos que São Carlos apresenta uma matéria de cálculo a mais, 4 créditos para ministrar cálculo numérico. Matérias especificas de produção são ministradas com menor frequência durante o ciclo básico, diferentemente do que ocorre no campus de Sorocaba, onde o aluno tem contato adiantado com estas disciplinas, por exemplo a matéria de simulação de sistemas é dada no segundo semestre em Sorocaba, enquanto a mesma matéria só é ministrada no sexto semestre em São Carlos.

Pode-se concluir que a diferença não é tão discrepante, grande parte das matérias são similares, porém acreditamos que o foco da unidade em Sorocaba é maior no setor de gestão e finanças, levando em consideração maiores matérias de administração de empresas, enquanto São Carlos apresenta uma engenharia de produção com maior enfoque em engenharia de materiais e mecânica, além de um ciclo básico um pouco mais completo.

As instituições com o curso de engenharia de produção em Sorocaba


E a Engenharia de Produção na nossa região, como está?
            A Engenharia de Produção está presente em Sorocaba em 6 instituições: UFSCar, Uniso, Anhanguera, ESAMC, Facens e UNIP. Observa-se que o perfil do egresso que cada instituição procura formar são semelhantes, entretanto, a grade curricular e os enfoques específicos que cada projeto pedagógico demonstra particularidades na formação do aluno. Vejamos o que distingue cada curso:
A faculdade Anhanguera oferece o curso na forma presencial e à distância. Como diferencial do curso, a Anhanguera proporciona 8 disciplinas voltadas para a gestão (ambiental, qualidade, recursos humanos e energéticos, entre outros) e 10 disciplinas voltadas para estudos dirigidos, abrangendo variados tópicos: empregabilidade, políticas públicas, responsabilidade social, gramática, entre outros assuntos. Em depoimentos de ex-alunos, reconheceu-se a mensalidade acessível e a boa localização da faculdade.
A UNISO, que oferece o curso desde 2008, defende a formação de um engenheiro de operações, abrangendo habilidades de Lean, six sigma e simulação. Além disso, defende que é o único curso da região com componentes de Engenharia de Confiabilidade. Como diferenciais, compreende, em sua matriz curricular, disciplinas como ecoeficiência e six sigma.
Na UNIP, o curso é oferecido como Engenharia de Produção Mecânica, construindo o curso de forma a oferecer uma base de engenharia mecânica e uma formação específica em engenharia de produção. Como diferencial, conta com matérias como Comunicação e Expressão, Higiene e Segurança Industrial, entre outras. Além disso, oferece disciplinas aplicadas de matérias clássicas da engenharia, como Mecânica dos Fluidos Aplicada, Termodinâmica aplicada e materiais de construção de mecânica aplicada.
A Facens, Faculdade de Engenharia de Sorocaba procura oferecer um curso que forneça uma base científica e profissional, englobando aspectos técnicos, econômicos, políticos, sociais em suas disciplinas do curso. Diferentemente das outras, oferece disciplinas de Empreendedorismo (I e II) logo no primeiro ano de entrada do aluno, além disso, durante o curso, são oferecidas disciplinas de automação e robótica, máquina CNC aplicada e Lean six sigma.
A ESAMC, que oferece o curso também em Campinas, Santos e Uberlândia, diferencia-se pela oferta de disciplinas específicas em MASP (Método de análise e solução de problemas), Direito e Cidadania, Ciências Ambientais e Dimensionamento de Elementos Mecânicos.
            Na UFSCar, o curso apresenta um viés de sustentabilidade, oferece duas linhas possíveis para formação: Materiais e Madeira. Com duração de 10 semestres, é o único curso na região de Engenharia de Produção de uma instituição pública. Como particularidade, apresenta disciplinas como Práticas em Engenharia de Produção, Produção Sustentável, Desenvolvimento de Produto e Processos Químicos Industriais.
Observando as disciplinas oferecidas além das básicas de engenharia e as tecnológicas da produção, vê-se que o enfoque muda acentuadamente em cada instituição, por exemplo, a possibilidade de formação em Madeira na UFSCar, grande enfoque em gestão na Anhanguera, Empreendedorismo na Facens e six sigma na UNISO.

A visão do egresso na UFSCar Sorocaba - Contextualização

O objetivo principal do grupo, com a criação deste blog, foi investigar sobre uma instituição muitas vezes negligenciada com o uso do termo organização. O método mais eficaz de conseguir alguma conclusão no âmbito da organização do trabalho que encontramos, foi realizar um estudo com alunos já formados (ou prestes a se formar) do curso de engenharia de produção na UFSCar campus Sorocaba (nosso nicho).
A ideia foi tentar verificar se há realmente uma visível mudança nos paradigmas sobre a questão trabalhista e das relações de trabalho, mesmo num curto espaço de tempo (neste caso foram analisados ingressantes do período entre 2006~2012).
É importante lembrar que, por menor que seja este intervalo, estaremos tratando diretamente com a inserção agressiva das novas tecnologias e formas de "viver", na vida das pessoas dentro e fora do trabalho. Ou seja, durante este período (que confere o início do século XXI), principalmente na sociologia e psicologia, vários cientistas buscaram entender a intensificação das relações interpessoais fluidas e da troca de informações em instantes, com o uso de redes sociais e ampliação no número de aparelhos celulares, por exemplo.
Mas, como nem tudo são flores, conseguimos apenas 10 respostas ao nosso questionário e algumas outras fontes (artigos científicos e conteúdo de outros blogs) para dar continuidade a este trabalho.

Para ficar sabendo sobre os resultados você pode dar uma olhada nas postagens subsequentes...

Onde conseguimos os dados?
https://jus.com.br/artigos/1147/a-flexibilizacao-das-relacoes-de-trabalho-no-brasil-em-um-cenario-de-globalizacao-economica

http://gestaodepessoasjana.blogspot.com.br/2010/01/relacionamento-interpessoal-um-processo.html

SIGAHI, T. F. A. C. Formação do engenheiro de produção: mapeamento das percepções de discentes, egressos, docentes e empresas. Sorocaba: UFSCar/DEPS, 2015. 143 p. Trabalho de Conclusão de Curso.