A visão do egresso na UFSCar Sorocaba

Revisando o questionário respondido pelos egressos da UFSCar de Sorocaba pudemos gerar alguns gráficos para melhor representar os resultados:











Apesar de poucas as respostas no questionário conseguimos analisar alguns dados sobre a visão do engenheiro na faculdade e depois do contato com o mercado de trabalho. Em primeira instância é perguntado ao ex-aluno qual seria seu critério de escolha para o curso de engenharia de produção, a pesquisa mostrou que a maioria procura a flexibilidade que o curso traz, não limitando o trabalhador a uma área específica como ocorre em alguns casos da engenharia. E quanto ao curso em si, em torno de 70% dos alunos tiveram suas expectativas consolidadas, mostrando que os ingressantes tem uma noção básica bem consolidada sobre o que é ministrado em engenharia de produção.
Durante o curso, o discente tem uma certa visão da sua área de atuação, no questionário a maioria imagina trabalhar em industrias, mas ao perguntarmos se tal visão havia se consolidado nos surpreendemos que mais de 60% afirma responde de forma negativa. Consentimos que o mercado de trabalho nem sempre dá espaço para a escolha de área por parte do trabalhador, além disso, muitos também reclamaram do tempo de adaptação em que as empresas subordinam os recém formados, estes que almejavam por cargos de alto escalão da forma mais rápida possível, constatando que o curso preparava pra tais funções.
Quanto as empresas procuradas para atuação, o egresso procura nessas a possibilidade de enaltecer seu trabalho, ascender de cargos e ter prestigio por isso, além de um bom salário. Desta maneira difere-se apenas os perfis dos trabalhadores que preferem empresas mais estáveis (Toyota, Unilever, etc.) ou empresas rotativas que remuneram um pouco melhor (ABInbev, Itaú, consultoria, etc.), ambos em iguais proporções. Próximo de 20% preferem a Academia, procurando trabalhar com pesquisas e 10% não tem preferência definida, aceitam cargos nas empresas que mais combinam com seu caráter e princípios, além de atender suas expectativas salariais.


Educação em Engenharia de Produção: Novas maneiras de ensinar

            É comum nas engenharias o aprendizado passivo seja predominante como forma de transmitir o conhecimento, entretanto, quais são os métodos experimentados por instituições para aprimorar a forma de construir o conhecimento? Vamos ver alguns exemplos
            Uma dos casos de inovação vem da revista Informs, em que se propõe a utilização de jogos para o ensino da pesquisa operacional. A ideia se sustenta em facilitar o conhecimento através de jogos de tabuleiro, auxiliando o processo de visualização de problemas, de forma que o aprendizado flua de forma agradável aos alunos. Além disso, a forma diferente de abordagem ainda serviu para aumentar a criatividade dos alunos.
            Outro método muito utilizado é o PBL, problem-based learning – diferentemente da forma tradicional de ensino, chamada de aprendizado passivo, o PBL é uma metodologia para o conhecimento de forma ativa – através de atividades práticas e resolução de problemas. Cabe aqui, comentar que o PBL já é utilizado nas universidades, como no caso da UFSCar Sorocaba, em que o método já foi aplicado em disciplinas como Química Orgânica.
Neste caso em específico, os alunos foram divididos em grupos e desafiados a construir um destilador solar, para aproveitando a energia incidente disponível para um processo de grande interesse, como a purificação da água. Nesta atividade, conhecimentos necessários para a construção do destilador, como por exemplo, o que é o processo físico de  destilação, seriam adquiridos conforme o projeto fosse desenvolvido.

Por último fica o exemplo da 42, universidade da Califórnia que não dispõe de nenhum professor ou livro – alunos podem escolher projetos, trabalhando em grupos em salas amplas, sendo avaliados aleatoriamente por algum de seus colegas. Durante a formação, o aluno passará por níveis, e se forma ao atingir o nível 21, que leva de 3 a 5 anos – o método, chamado também de aprendizado colaborativo, almeja que os estudantes desenvolvam a confiança necessária para buscar soluções de forma autônoma, incentivando a criatividade e o trabalho em grupo.

Afinal, e o que é o Engenheiro de Produção?

Agora que conhecemos mais sobre a história da Engenharia de Produção, vamos conhecer mais sobre o que faz este profissional. Veja, no link abaixo:
               
Ficou interessado? Vamos então, conhecer mais sobre o curso de Engenharia de Produção:
A Engenharia de Produção, como definido pela ABEPRO, a Associação Brasileira de Engenharia de Produção, divide-se em 10 sub-áreas:
·         Gerência de Produção
·         Qualidade
·         Gestão Econômica
·         Ergonomia e Segurança do Trabalho
·         Engenharia do Produto
·         Pesquisa Operacional
·         Estratégia e Organizações
·         Gestão da Tecnologia
·         Sistemas de Informação
·         Gestão Ambiental
Com esta formação abrangente, o profissional em Engenharia de Produção consegue atuar não somente em indústrias e ambientes produtivos tradicionais, mas instituições como bancos e até hospitais são possibilidades. Vejamos agora mais sobre a profissão através do link:
https://www.youtube.com/watch?v=gZH5--oH3yU




A visão do egresso na UFSCar Sorocaba - Após a formação

Após toda essa caminhada de escavação das percepções dos discentes chegamos ao nosso último estágio que foi tentar destacar entre as respostas quais são as ideias atuais de mercado e atuação de um engenheiro de produção (ou mesmo, se estes profissionais atuam conforme seu o imaginado).
Foi possível verificar que ao mesmo tempo o fator "abrangência", que sempre é relacionado ao curso de engenharia de produção, se mostra a maior crítica de muitos ex-alunos no sentido que isto pode dificultar o ingresso e consolidação no mercado de trabalho.

Além disso, em todas as respostas, as pessoas imaginaram que suas atuações estariam principalmente relacionadas a "indústrias", grande qualificação e visibilidade. Mesmo assim, 60% dos participantes afirmaram que esta visão não se consolidou e para eles isto ocorreu por conta da atuação real estar principalmente em outros setores produtivos, sendo relatada também a dificuldade por conta das crises financeiras e seus frutos subsequentes. Algumas respostas também problematizam o modelo de gestão que dá apoio à maior flexibilidade dos funcionários, colocando isto como um redutor na perspectiva de aproveitamento da vida além do trabalho, ou seja, "[...] a alta flexibilidade faz com que você viva para o trabalho."
Agora na pesquisa realizada por Sigahi et al.*, apesar das três principais áreas de atuação buscadas pelos alunos serem de: bens de consumo, consultoria e mercado financeiro; as respostas dos egressos participantes revelaram que as três principais áreas que um engenheiro de produção formado atua são: logística, engenharia de processos e planejamento e controle da produção. As habilidades mais importantes desenvolvidas durante o curso, destacadas pelos egressos, foram: a capacidade de identificar, modelar e resolver problemas, de trabalhar em equipes multidisciplinares, a comunicação oral e escrita e a disposição para autoaprendizado e educação continuada.

Visando o futuro, os principais cargos que os discentes buscam atingir após 5 anos de formados são: gerente, engenheiro e mestre. Entretanto, os cargos atingidos pelos entrevistados com 4 ou 5 anos após formados são: analista, coordenador e engenheiro. Na pesquisa realizada por este grupo: 10% busca atuação acadêmica, 20% busca empresas que garantem estabilidade, 20% startups e empreendedorismo, 20% não se importa com o que irá atuar e 30% empresas com grandes metas e bônus, em ônus a alta rotatividade.

A nossa jornada, nesta visão ainda macro da dinâmica entre ideais de vida e ensino, e também ensino e mercado de trabalho, acaba por aqui. Nossa busca não foi por esclarecer todas as dúvidas que o leitor possa vir a ter e sim mostrar por meio de dados que existem diversas possibilidades de correlação entre estas variáveis, e isto não é sempre visível para todos, por isso a importância de mostrar de forma quantitativa. Esperamos que tenham gostado!!

*SIGAHI, T. F. A. C. ; FERRARINI, C. F. ; BORRAS, M. A. A. ; SALTORATO, P. . Ensino e formação de engenheiros de produção: uma análise da percepção de discentes, egressos e docentes de um curso de graduação em uma universidade pública brasileira. In: XXXVI Encontro Nacional de Engenharia de Produção - Contribuições da Engenharia de Produção para Melhores Práticas de Gestão e Modernização do Brasil, 2016, João Pessoa. Anais do XXXVI Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2016.

O que será que os alunos de Eng. de Produção acham do curso na UFSCar Sorocaba?

Em busca de reunir mais informações a respeito do curso ofertado pela UFSCar Sorocaba realizou-se uma pequena pesquisa com os graduandos do curso de engenharia de produção. A pesquisa teve como finalidade entender o que os alunos sentem quanto a estrutura campus (e do curso), quanto aos professores e disciplinas, entidades estudantis, projetos de pesquisa e outros.

A pesquisa foi realizada por meio de redes sociais, porém não houveram muitas respostas, apenas 14 pessoas responderam às perguntas. As perguntas foram de respostas abertas, dando margem para respostas amplas e subjetivas, porém importante para analisar quais são os sentimentos dos graduandos em relação ao curso.

Primeiramente foi perguntado qual o sentimento em relação ao curso (se está gostando ou não, se era realmente o que esperava ou se indicaria o curso para outras pessoas). As respostas para esta pergunta foram bastante variadas, sendo que apresenta uma carga bastante subjetiva. Algumas pessoas responderam que no início do curso gostavam mais do que em relação aos últimos anos, o relato é pautado pelo argumento de que sente que “as matérias e os professores são pouco interessantes e muito desmotivadores”. Já outras pessoas relataram estarem gostando mais do curso a partir do terceiro ano pois a quantidade de matérias básicas diminuem significativamente, assim tem-se mais contato com o que de fato será utilizado no mercado de trabalho.

A maior parte das respostas foram favoráveis ao curso, dizendo que indicariam para outras pessoas fazerem, mesmo que ainda apresente problemas a serem resolvidos.

Um ponto positivo que foi relatado inúmeras vezes (11/14) é a relação entre professor e aluno, visto que o campus é pequeno, fazendo com que todos se conheçam e tenham muito contato com todos os professores, facilitando a realização de projetos de pesquisa e estreitando laços, além de contribuir para a formação de melhores relações interpessoais.

Os problemas estruturais do campus foram bastante relatados, seguidos dos relatos de pouca representatividade estudantil frente aos órgãos administrativos. Tais problemas não são específicos da Produção, mas sim de todos os cursos e do campus como um todo, entretanto alguns alunos citaram problemas com professores como grande nível hierárquico entre aluno e professor, dando pouca voz aos alunos e tornando os professores muitas vezes intransigentes e arrogantes.

O problema relatado em 86% dos casos, é o fato de o curso ser muito teórico e durante a graduação os alunos pouco praticarem os conceitos abordados em sala de aula de forma real (que por sinal é muito diferente na prática) e do pouco tempo que sobra para atividades extracurriculares, uma vez que o curso integral consome uma parte muito grande do tempo. A falta de tempo é relatada tanto para a realização de atividades extracurriculares como entidades estudantis, programas de extensão e pesquisa, aprimoramento intelectual e cultual quanto para a aplicação dos conceitos na pratica como a realização de estágio, acompanhamento de empresas ou mesmo para a realização de trabalhos exigidos que muitas vezes necessitam de visitas ou outras coisas que dependem do horário comercial e como o curso é integral ocupando quase por completo este período se torna complicado conciliar a vida acadêmica com atividades práticas.

Em resumo as respostas foram de que os graduandos se identificam com o curso e gostam da universidade mesmo com muitos problemas. Os pontos fortes são as entidades estudantis, proximidade com professores, corpo docente capacitado e a localização da universidade, uma vez que se encontra em um polo industrial muito forte no Brasil. Já os pontos negativos foram a baixa quantidade de aulas práticas, didática e metodologia dos professores exaustivas e pouco atualizadas, carga horária muito alta, sobrando pouco tempo para outras atividades e infraestrutura do campus.

UFSCar Sorocaba vs. Universidade de São Paulo: uma visão geral de diferenças e semelhanças no curso de Engenharia de Produção

Quando o mesmo curso é comparado em duas grandes universidades, espera-se que as grades curriculares sejam parecidas, porém quando estes são analisados, pode-se perceber que apesar das diversas semelhanças encontradas entre os cursos das duas universidades, existem tendências ou prioridades em certas áreas, diferenças nos ciclos básicos e em conhecimentos específicos aplicados em sala de aula.

UFSCar Sorocaba – Matriz curricular

-Ciclo básico: 1230 horas
-Conhecimentos específicos: 1935 horas
-Disciplinas tecnológicas comuns: 255 horas
-Optativa de grade: 180 horas
-Área relacionada à gestão econômica: 150 horas
-Área de humanidade: 120 horas
-Início do curso na universidade: 2006
-Perfil do egresso ideal segundo a universidade: “um profissional capaz de compreender o passado e projetar o futuro, que seja comprometido com o avanço científico, filosófico e cultural, que promova a qualidade de vida e bem estar social, que respeite os direitos humanos e o equilíbrio ecológico, que tenha qualificação técnica para uma ação eficaz, que tenha capacidade para se adaptar à dinâmica do mercado de trabalho e visão para ampliá-lo, que seja capaz de pensar e aprender a aprender, detectar e solucionar problemas, generalizar o conhecimento adquirido, acompanhar a evolução do conhecimento com suas diferentes formas de organização e respectiva inserção no processo histórico, que saiba aplicar o método científico, que tenha postura ética e que saiba obter prazer no trabalho”

USP – Matriz curricular

-Ciclo básico: 1860 horas
-Conhecimentos específicos: 2370 horas
-Optativas livres: 12 créditos (180 horas)
-Início do curso na universidade: 1959 (como opção da Engenharia Mecânica)
-Área relacionada a gestão econômica: 120 horas
-Área de humanidades: 30 horas
A partir deste recorte entre os dados curriculares das duas universidades, podemos analisar a superioridade da Universidade de São Paulo em relação às horas relacionadas ao ciclo básico de engenharia, podendo ser também ressaltada neste ciclo, a diferença significativa em relação a quantidade de horas da área de humanidade (enquanto os alunos da UFSCar cursam 120 horas, os alunos da USP cursam apenas 30).
Outra diferença significativa entre as grades curriculares dos dois cursos é a quantidade e ênfase superior na área econômica da UFSCar, que pode ser considerada um possível grande atrativo dos egressos para se encaminharem a áreas financeiras.
Além disso, outro fato que deve ser considerado é a data de início dos dois cursos nas universidades, sendo o da poli muito mais antigo e, por este fato, sua grade curricular e ensino desenvolvido tendem a ser muito mais tradicionais. Em contrapartida o curso oferecido pela UFSCar tende a ser mais moderno, com equipamentos e salas mais novas e acompanhar as inovações quanto à questão didática apresentada, e isso pode explicar o tamanho reduzido do ciclo básico quanto ao número de horas, como apresentado anteriormente, e o possível enfoque na área financeira.

UFSCar Sorocaba VS. Unicamp: uma visão geral de diferenças e semelhanças no curso de Engenharia de Produção

Nesta postagem iremos explorar as diferenças e similaridades entre os cursos de Engenharia de Produção da UFSCar Sorocaba e da Unicamp.

A primeira característica em comum é que os cursos são ofertados em cidades diferentes daquelas que dão nome às respectivas universidades. O curso de engenharia de produção ofertado pela Unicamp, ao contrário do que muitos podem imaginar não é ofertado na cidade de Campinas, mas sim na cidade de Limeira. A UFSCar apesar de possuir o nome de Universidade Federal de São Carlos, porém possui campi em outras cidades sendo Sorocaba uma delas, no qual também é ofertado o curso de Engenharia de Produção.

Os dados analisados foram retirados do projeto pedagógico – matriz curricular - de ambos cursos, podendo não condizer plenamente com a realidade das universidades, entretanto é uma idealização do que as universidades buscam.

Outra característica que pode ser apontada é que a carga horária máxima semestral da Unicamp é de 32 horas, enquanto em Sorocaba a máximo permitido de horas são 40 horas semestrais. Tal característica pode indicar maior disponibilidade dos alunos para atividades extracurriculares na universidade localizada em Limeira.

A fundação da FCA (Faculdade de Ciências Aplicadas, nome do campus da Unicamp) foi em 2009 com os cursos de Engenharia de Produção e Engenharia de Manufatura. O campus Sorocaba foi fundado em 2008, porém o curso teve início em 2006 utilizando o prédio de outra faculdade da cidade. Desta forma pode-se considerar que são cursos relativamente novos e com pouca tradição no cenário brasileiro.

No projeto pedagógico dos dois cursos o perfil esperado do egresso é que o Engenheiro de Produção tenha capacidade de otimizar processos, capaz de chegar na raiz do problema, conciliar conceitos matemáticos, científicos e de recursos humanos, porém o ponto que é mais pulsante é o fato de que o profissional deve ser capaz de intermediar o chão de fábrica com a parte administrativa da empresa, afim de ser o interlocutor entre as áreas, mostrando assim, que independente da universidade o que se espera do egresso é um mesmo perfil profissional.

A matriz curricular da Unicamp prevê que o ciclo básico compreenda 1650 horas, num total de 11 créditos, contendo matérias como cálculo, física, química, mecânica e outros, correspondendo a quase 42% de toda a carga horária do curso. Na UFSCar Sorocaba o ciclo básico prevê uma carga horária de 1230 horas, distribuídas em 82 créditos, que corresponde a pouco mais de 30% de toda a carga horária do curso.

As principais diferenças no ciclo básico estão relacionadas as disciplinas de cálculo, que na Unicamp são ofertadas em 6 créditos e na UFSCar Sorocaba em 4 créditos. Algumas particularidades da Unicamp são as disciplinas de iniciação científica (duas matérias de 2 créditos), sociedade e ambiente (4 créditos), sociedade e cultura no mundo contemporâneo (4 créditos) e matemática financeira (4 créditos). De modo geral pode-se verificar que o curso de Limeira apresenta mais matérias ligadas às humanidades que o curso de Sorocaba.

Para as disciplinas profissionalizantes e conteúdos específicos a Unicamp possui 1800 horas de carga horária, distribuídos em 120 créditos, sendo 90 de profissionalizantes e 30 específicos. Já em Sorocaba são ofertados 158 créditos em 2370 horas de carga horária de curso profissionalizante e específico.

Uma das características mais marcantes em relação as grades horárias é que a Unicamp apresenta poucas matérias relacionadas a área de finanças, com apenas 6 créditos totais (2 de matemática financeira e 4 de análise de custos). Já o curso da UFSCar Sorocaba apresenta 14 créditos totais em relação a esta área de conhecimento (2 de contabilidade básica, 2 de custos gerenciais, 3 de avaliação de investimentos, 4 de desenvolvimento de plano de negócios e 3 de finanças corporativas.). Além destas diferenças tem também o fato da UFSCar Sorocaba ofertar 3 disciplinas de práticas de engenharia de produção, permitindo maior proximidade prática com a profissão que a outra universidade.

Desta forma pode-se verificar que existem diferenças marcantes quanto as ementas e matrizes curriculares, com a Unicamp apresentando maior quantidade de cargas horárias dedicadas ao ciclo básico e humanidades, já a UFSCar Sorocaba tem maior foco em matérias específicas e profissionalizantes e grande quantidade de carga horária relativa a área financeira, sendo um diferencial para os egressos que pretendem trabalhar com mercado financeiro.

Para mais informações sobre as matrizes curriculares acesse os links abaixo:
Projeto Pedagógico UFSCar Sorocaba
Projeto Pedagógico Unicamp

UFSCar Sorocaba vs. UFSCar São Carlos: uma visão geral de diferenças e semelhanças no curso de Engenharia de Produção

Nesse post iremos discutir alguma singelas diferenças entre o curso de engenharia de produção em dois campus da própria UFSCar, um localizado na cidade de São Carlos e outro na cidade de Sorocaba.

O campus de São Carlos deu início ao curso de engenharia de produção em 1976, que antes eram divididos em produção química e produção materiais. Apesar de hoje já ser um curso de engenharia de produção “puro”, ainda carrega traços de seu passado, o que acarretará provavelmente nas diferenças do curso ministrado em Sorocaba, que é um curso mais novo e não possui predecessor além da engenharia de produção “pura”.

Comparando as grades curriculares da engenharia de produção de Sorocaba e da engenharia de produção de São Carlos é possível perceber uma certa distinção, mesmo se tratando da mesma rede de universidade. O curso de São Carlos aprofunda mais em quesitos de materiais e de mecânica, contando com 14 créditos com foco em materiais, enquanto no curso ministrado em Sorocaba existe a possibilidade de escolha entre a linha de materiais ou a linha florestal, e mesmo se escolhido a linha de materiais apresentam apenas 12 créditos, 2 créditos a menos que em São Carlos.
Outra diferença percebida é o maior enfoque que Sorocaba dá para matérias da linha de finanças, contando com 14 créditos nessa linha, enquanto São Carlos apresenta apenas 10 créditos.

Além disso, percebemos que São Carlos apresenta uma matéria de cálculo a mais, 4 créditos para ministrar cálculo numérico. Matérias especificas de produção são ministradas com menor frequência durante o ciclo básico, diferentemente do que ocorre no campus de Sorocaba, onde o aluno tem contato adiantado com estas disciplinas, por exemplo a matéria de simulação de sistemas é dada no segundo semestre em Sorocaba, enquanto a mesma matéria só é ministrada no sexto semestre em São Carlos.

Pode-se concluir que a diferença não é tão discrepante, grande parte das matérias são similares, porém acreditamos que o foco da unidade em Sorocaba é maior no setor de gestão e finanças, levando em consideração maiores matérias de administração de empresas, enquanto São Carlos apresenta uma engenharia de produção com maior enfoque em engenharia de materiais e mecânica, além de um ciclo básico um pouco mais completo.

As instituições com o curso de engenharia de produção em Sorocaba


E a Engenharia de Produção na nossa região, como está?
            A Engenharia de Produção está presente em Sorocaba em 6 instituições: UFSCar, Uniso, Anhanguera, ESAMC, Facens e UNIP. Observa-se que o perfil do egresso que cada instituição procura formar são semelhantes, entretanto, a grade curricular e os enfoques específicos que cada projeto pedagógico demonstra particularidades na formação do aluno. Vejamos o que distingue cada curso:
A faculdade Anhanguera oferece o curso na forma presencial e à distância. Como diferencial do curso, a Anhanguera proporciona 8 disciplinas voltadas para a gestão (ambiental, qualidade, recursos humanos e energéticos, entre outros) e 10 disciplinas voltadas para estudos dirigidos, abrangendo variados tópicos: empregabilidade, políticas públicas, responsabilidade social, gramática, entre outros assuntos. Em depoimentos de ex-alunos, reconheceu-se a mensalidade acessível e a boa localização da faculdade.
A UNISO, que oferece o curso desde 2008, defende a formação de um engenheiro de operações, abrangendo habilidades de Lean, six sigma e simulação. Além disso, defende que é o único curso da região com componentes de Engenharia de Confiabilidade. Como diferenciais, compreende, em sua matriz curricular, disciplinas como ecoeficiência e six sigma.
Na UNIP, o curso é oferecido como Engenharia de Produção Mecânica, construindo o curso de forma a oferecer uma base de engenharia mecânica e uma formação específica em engenharia de produção. Como diferencial, conta com matérias como Comunicação e Expressão, Higiene e Segurança Industrial, entre outras. Além disso, oferece disciplinas aplicadas de matérias clássicas da engenharia, como Mecânica dos Fluidos Aplicada, Termodinâmica aplicada e materiais de construção de mecânica aplicada.
A Facens, Faculdade de Engenharia de Sorocaba procura oferecer um curso que forneça uma base científica e profissional, englobando aspectos técnicos, econômicos, políticos, sociais em suas disciplinas do curso. Diferentemente das outras, oferece disciplinas de Empreendedorismo (I e II) logo no primeiro ano de entrada do aluno, além disso, durante o curso, são oferecidas disciplinas de automação e robótica, máquina CNC aplicada e Lean six sigma.
A ESAMC, que oferece o curso também em Campinas, Santos e Uberlândia, diferencia-se pela oferta de disciplinas específicas em MASP (Método de análise e solução de problemas), Direito e Cidadania, Ciências Ambientais e Dimensionamento de Elementos Mecânicos.
            Na UFSCar, o curso apresenta um viés de sustentabilidade, oferece duas linhas possíveis para formação: Materiais e Madeira. Com duração de 10 semestres, é o único curso na região de Engenharia de Produção de uma instituição pública. Como particularidade, apresenta disciplinas como Práticas em Engenharia de Produção, Produção Sustentável, Desenvolvimento de Produto e Processos Químicos Industriais.
Observando as disciplinas oferecidas além das básicas de engenharia e as tecnológicas da produção, vê-se que o enfoque muda acentuadamente em cada instituição, por exemplo, a possibilidade de formação em Madeira na UFSCar, grande enfoque em gestão na Anhanguera, Empreendedorismo na Facens e six sigma na UNISO.

A visão do egresso na UFSCar Sorocaba - Contextualização

O objetivo principal do grupo, com a criação deste blog, foi investigar sobre uma instituição muitas vezes negligenciada com o uso do termo organização. O método mais eficaz de conseguir alguma conclusão no âmbito da organização do trabalho que encontramos, foi realizar um estudo com alunos já formados (ou prestes a se formar) do curso de engenharia de produção na UFSCar campus Sorocaba (nosso nicho).
A ideia foi tentar verificar se há realmente uma visível mudança nos paradigmas sobre a questão trabalhista e das relações de trabalho, mesmo num curto espaço de tempo (neste caso foram analisados ingressantes do período entre 2006~2012).
É importante lembrar que, por menor que seja este intervalo, estaremos tratando diretamente com a inserção agressiva das novas tecnologias e formas de "viver", na vida das pessoas dentro e fora do trabalho. Ou seja, durante este período (que confere o início do século XXI), principalmente na sociologia e psicologia, vários cientistas buscaram entender a intensificação das relações interpessoais fluidas e da troca de informações em instantes, com o uso de redes sociais e ampliação no número de aparelhos celulares, por exemplo.
Mas, como nem tudo são flores, conseguimos apenas 10 respostas ao nosso questionário e algumas outras fontes (artigos científicos e conteúdo de outros blogs) para dar continuidade a este trabalho.

Para ficar sabendo sobre os resultados você pode dar uma olhada nas postagens subsequentes...

Onde conseguimos os dados?
https://jus.com.br/artigos/1147/a-flexibilizacao-das-relacoes-de-trabalho-no-brasil-em-um-cenario-de-globalizacao-economica

http://gestaodepessoasjana.blogspot.com.br/2010/01/relacionamento-interpessoal-um-processo.html

SIGAHI, T. F. A. C. Formação do engenheiro de produção: mapeamento das percepções de discentes, egressos, docentes e empresas. Sorocaba: UFSCar/DEPS, 2015. 143 p. Trabalho de Conclusão de Curso.

Como surge o curso

Iniciamos esse blog com o intuito de mostrar aos visitantes leitores uma visão, mostrando como se dá e como funciona a educação neste curso. Então para inaugurarmos o site demos a preferência para uma leve introdução ao curso de Engenharia de Produção, principalmente quanto sua origem.

Na virada do século XIX para o século XX acontecia, nos EUA, um incrível processo de avanço industrial e crescimento econômico. É nessa época em que as grandes ferrovias vinham se estabelecendo e com isso surgiam as primeiras grandes corporações americanas, alavancando a produção em massa e instigando a cultura do consumo. Dessa maneira cria-se uma maior necessidade de uma gestão organizada e efetiva da produção e dos negócios.

Surgem diversos estudos sobre diversas áreas ligadas a gestão, um desses era proposto por Frederick W. Taylor que procurava analisar o trabalho dos operários, buscando formas de aumentar a eficiência do trabalhador e tivesse impacto direto com a produção. Nesta obra, Princípios da Administração Científica, há o marco do surgimento do Industrial Engineering.

Além de Taylor, houve diversas contribuições para a área de Industrial Engineering, Ford, por exemplo, introduz o conceito de produção em linha, paralelamente, técnicas de contabilidade e administração de custos se desenvolviam, os primeiros cursos de Business School surgiam, dando maior base quanto à setores de marketing e finanças. Outra influência nesse curso de engenharia, que surgia, viria mais tarde, na metade do século XX, quando surge a Pesquisa Operacional, servindo para otimização de problemas logísticos e aplicação do método científico na modelagem.

Reunindo tais diversos conteúdos e estudos pode-se criar o núcleo do Industrial Engineering, com traços de economia, administração e engenharia mecânica. Futuramente, este curso sofrerá influência das técnicas e estudos japoneses e fomentando grande parte do que hoje se é conhecido por Engenharia de Produção. Adendo que o curso surge no brasil em 1959 na Poli/USP como Engenharia de Produção e Complemento de Organização Industrial.